Larissa Sebba Kafuri

Nas últimas férias eu fui para a fazenda do meu avô.
Ele é muito engraçado e a minha avó também.
Além disso minha avó faz umas comidas gostosas.
Quando eu cheguei na fazenda já estavam lá meus primos e todos.
Então eu fiquei sabendo que estava acontecendo uma coisa engraçada.
A noite todo mundo ouvia uns barulhos estranhos…
No começo, achei que só queriam me assustar, então resolvi tirar a prova. À noite, enquanto todos dormiam, eu estava atenta a qualquer barulhinho. Já era meia-noite quando escutei algo, eram sons de coisas caindo e também escutei gritos, mas não gritos de pessoas apavoradas e sim algum tipo de chamado. Não perdi tempo, saltei da cama e anotei tudo. De manhã mostrei aos meus primos e como nós somos apaixonados por mistérios, fomos à biblioteca, na vila perto da fazenda, investigar. Passou uma hora quando Charles, o mais velho da turma, gritou:
- Achei! Achei! Venham ver, eu achei!
E tinha achado mesmo. O livro falava que o "chamado" que ouvi eram traduções de antigos símbolos que os escravos egípcios usavam para se comunicar sem que o rei ficasse sabendo. Gravamos todas essas traduções e esperamos chegar à noite. Ainda na vila, nós combinamos de nos encontrar na casa vizinha da biblioteca, ninguém vai lá pois dizem ser mal-assombrada, porém nós não acreditamos nisso. Conforme o combinado, lá estávamos nós. Assim que entramos vimos uma alma-penada desesperada, andando de um lado para o outro, derrubando e tropeçando em tudo que via pela frente. Fomos falar com ela e a mesma nos contou que havia perdido o seu filho, o Espiritinho, e pediu nossa ajuda para encontrá-lo.
- Nós iremos te ajudar! Falei.
Josué, o mais novo, teve uma ideia:
- Que tal se procurarmos no trem fantasma do parque de diversões?
- Não é má ideia! - disse Penado (o fantasma) - ele adora assustar as pessoas, vai ver foi lá que ele se meteu!
E lá fomos nós para o parque de diversões. Assim que entramos no trem fantasma, Penado o reconheceu de longe. Ele pegou o Espiritinho e nós fomos para casa.
- Puxa! Obrigado mesmo - disseram Penado e Espiritinho juntos.
- De nada. Respondemos em coro.
- Oba! Finalmente vamos poder dormir um pouco, disse Pedrinho puxando as cobertas. Todos fizemos o mesmo, quando nosso avó entrou no quarto dizendo:
- Andem logo meninos, o café está na mesa!
Pois já era de manhã.
Editora Salamandra. Todos os direitos reservados 2009.
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